Próximas turmas do curso para consultores de marketing digital

Amigos,

As próximas turmas para o curso de certificação de consultores de marketing digital 8Ps acontecerão nas seguintes datas e cidades:

12 e 13 de novembro
Curso de Certificação de Consultores de Marketing Digital – turma 9
Fortaleza – CE

 

19 e 20 de novembro
Curso de Certificação de Consultores de Marketing Digital – turma 10
Belo Horizonte – MG

 

09 e 10 de dezembro
Curso de Certificação de Consultores de Marketing Digital – turma 11
São Paulo – SP

Uma nova profissão: seja um consultor de marketing digital

Quando aprendemos uma nova matéria tendemos ao reducionismo, ou seja, olhar a matéria sem todas as suas nuances, diferenciações internas e outras particularidades. Por exemplo, quando aprendemos química, a tratamos como algo uniforme, homogêneo. Quanto mais estudamos, porém, descobrimos que existem áreas bem distintas como físico-química, química orgânica, áreas que se confundem com a física e com a biologia dentre várias outras nuances da matéria. Cada uma delas gerando teses de mestrado ou doutorado complicadíssimas.

Acontece o mesmo quando aprendemos qualquer outra matéria. O reducionismo para conseguirmos absorver o conhecimento generalizado aos poucos – até que nos tornemos aptos a nos aprofundarmos naquele conhecimento – é um processo normal de aprendizado de qualquer conteúdo.

Não é diferente com o que hoje denominamos marketing digital. Para muitos, marketing digital é criar sites – reducionismo puro. Para outros, é um site otimizado para o Google. Para outros, é um site otimizado com uma boa estratégia de mídias sociais. Se seguirmos por esse raciocínio, chegaremos a especializações cada vez maior do marketing digital. Para entendermos esse ponto, basta analisar a indústria de “search engine marketing” aqui no Brasil e nos Estados Unidos.

Nem falei ainda da indústria de e-mail marketing, da de conversão, venda de leads, e-commerce etc. Quanto mais maduro um mercado, maior é a micro especialização. A metodologia dos 8Ps do Marketing Digital divide bem tais competências e mostra que o universo do marketing digital não é nada simples nem fácil. É algo extenso que exige uma porção de conhecimentos.

Um tipo de matéria que, assim como gestão ou finanças, necessita de alguém que tenha a visão do todo e saiba como direcionar uma empresa para o caminho certo. Normalmente, esse profissional é chamado de “consultor”, no caso, “consultor de marketing digital”.

Quanto maior a quantidade de competências em uma área de conhecimento, mais necessária é a presença de alguém que tenha a visão do todo e que não seja um especialista em uma coisa ou outra. Há hoje os profissionais que só entendem de SEO, os que só entendem de métricas, os que só entendem de redes sociais e assim sucessivamente. No Brasil, falta o papel de alguém que tenha a visão geral de como integrar todas as competências de maneira sinérgica para potencializar o resultado da empresa.

Fazendo uma busca pela palavra “digital marketing consultant” no Google.com  - só nos Estados Unidos – obtemos mais de 1,7 milhões de resultados. Fazendo a mesma busca para “digital marketing consultant”, o Google.com nos traz mais de 16 milhões de resultados. “online marketing consultant” temos mais 880 mil resultados. Quase 20 milhões de resultados se formos somá-los.

Vamos comparar esse números com as mesmas buscas, traduzidas, no Brasil. Fazendo a pesquisa por “consultor de marketing digital” no Google.com.br, temos apenas 166 mil resultados. Para “consultor marketing na internet”, temos mais 30 mil e “consultor de marketing online”obtemos mais 118 mil.

Esses números nos mostram claramente a distância entre os dois mercados e mostram claramente quanto esse mercado no Brasil tem para crescer.

A necessidade desse profissional é percebida quando empresas contratam agências ou fornecedores web e não sabem exatamente o que fazer ou porque uma campanha não deu certo. Essa falta de um consultor é percebida também quando os empresários não conseguem definir a prioridade em termos de serviço na web – se contrata um fornecedor de redes sociais, de SEO ou muda o site. Como cada fornecedor tenta convencer o cliente de que ele é a melhor opção naquele momento, o empresário fica sem ter como avaliar a partir de uma opinião neutra.

Um outro problema que é causado pela falta desse profissional, o consultor de marketing digital, é quando a empresa não sabe o que fazer em termos de internet, não sabe nem ao menos que tipo de empresa entrar em contato para fazer um orçamento. Isso não é nada incomum.

Dada essa semana crescente, um consultor de marketing digital pode ter rendimentos mensais bem elevados em pouco tempo. O valor da hora de consultoria varia entre R$100,00 e R$400,00 para um consultor em início de carreira. Para consultores mais experientes, tal valor pode chegar a R$2.000 por hora (conheço um consultor, amigo meu, que tem um contrato mensal de R$9.000 para 4 horas mensais de consultoria).

Muitos consultores acabam sendo contratados por empresas, como já há vários casos de consultores que eu formei que virarão gerentes de marketing digital.

Com a cada vez maior quantidade de empresas entrando na internet de maneira séria e percebendo que internet é algo vital para sua sobrevivência, o papel do consultor se tornará cada vez mais crítico no sucesso da empreitada digital de qualquer negócio.

Se você quiser se tornar um consultor de marketing digital certificado, entre em contato comigo.

Material para palestra Abradif

Amigos da Abradif,

O material que vocês tiveram na palestra, podem ser baixados nos links a seguir.

1) Aula online sobre o Mind Map que receberam, inclusive a explicação do método dos 8Ps do Marketing Digital.
Imagem de Amostra do You Tube

Essa aula faz parte do curso de formação e certificação de consultores e gerentes de marketing digital segundo a metodologia 8Ps.

2) Faça o download também da tabela com as Palavras-chave no Google com a palavra FORD . Já fiz o download e tratei os dados no Excel. Perceba como que uma boa parte das buscas tem a ver com o nome dos distribuidores e com relação a busca de distribuidores em cada cidade.

Essas serão as palavras que cada distribuidor deverá trabalhar em seu site utilizando as estratégias de SEO.

3) Aula online sobre SEO. Essa aula que ministrei em um curso online sobre marketing digital.

Com esse material, tenho certeza de que conteúdo discutido na palestra será muito melhor aproveitado e implementado nos negócios de vocês :)

Slides da Palestra para o Sebrae PB – Marketing digital para a indústria moveleira

Amigos de João Pessoa,

Seguem os slides da palestra de ontem. Não se esqueçam de assistir a aula sobre integração digital - a aula que une todas as competências de marketing digital em um só cenário – e a aula sobre SEO – otimização de sites para o Google.

 

Apresentação sobre gamificação

Para quem já me ouviu falar várias vezes sobre “gamificação“, essa apresentação que encontrei no site Update or Die ajuda muito no entendimento dessa tendência.

 

Game Thinking

View more presentations from iMENDE5

A lebre e a tartaruga: uma breve reflexão sobre as mudanças na indústria da comunicação

Sempre me questionei com relação a real função dos contos de fada. Um deles é o da lebre e da tartaruga. Dizer que a tartaruga ganhou da lebre só porque ela entrou de “salto alto” na corrida, convenhamos, não condiz com a realidade. A meu ver a lebre ganhou a corrida, sim, e ponto. A história que conhecemos foi contada, no mínimo, pela tartaruga.

Em tempos de internet vemos lebres e tartarugas se digladiando a todo momento. O mercado está cheio de tais exemplos. Empresas novas e ágeis que vencem (e que compram) as seculares instituições sobre as quais baseou-se a economia das últimas décadas. O exemplo AOL-Time-Warner perdeu sua posição de notícia chocante para a recente Google-Motorola. Aquisições que acontecem e que, para os mais velhos, simplesmente não fazem sentido segundo a lógica industrial, lenta e pesada.

A velocidade tem vencido a senioridade e não há muito o que fazer ou lutar com relação a isso, só constatar o fato e agir em função dele. Costumo dizer que qualquer modelo de negócios que não tenha mudado muito nos últimos 20 anos vai mudar radicalmente nos próximos 5. O modelo do mercado publicitário e de comunicação como um todo já está sentindo essa necessidade de mudança. Vivemos na era da lebre, não mais da tartaruga.

Algumas agências agem como a tartaruga que dominou uma era e que agora reina, mas já não governa como outrora. As que antes tinham seu quinhão garantido, veem-no diminuir dia a dia e já se questionam a respeito do futuro. Agências que trabalham somente no mercado tradicional de comunicação se perguntam para onde este barco está navegando e quem é o louco que está no timão. Não acho que a resposta seja fácil, porém, vou esboçar uma opinião sobre o tema.

A primeira pergunta que geralmente me fazem é de onde vem a receita das agências online. Uma agência online, em média, ainda não fatura tanto quanto uma agência convencional. O motivo é simples: internet não tem BV e dá muito trabalho. Muito, mesmo. Isso é fato.

Mão-de-obra extremamente qualificada, mensuração de resultados a todo tempo via ferramentas de web analítica, prazos apertados em projetos complexos que envolvem muitas pessoas de competências diferentes, falta de profissionais no mercado inflacionando os salários do setor, clientes que não entendem o que é o digital pedindo coisas impossíveis de serem feitas no budget e prazo definidos etc.

O modelo parece insustentável e incompatível com uma era de economias e de extremo cuidado pós-crise (sendo que, para muitas empresas de atuação global, a crise ainda não acabou). Não é difícil perceber que, se não mudarmos o modelo da agência atual, a margem tende a diminuir até a autofagia do segmento.

Um modelo que hoje tem mostrado força é o da agência que une ações online e offline (passeando naturalmente entre os “dois mundos”). A Agência Click já partiu para esse modelo há algum tempo. Vejo que um passo natural nesse sentido é unir ações de guerrilha, como a Espalhe tem feito, com ações online e comunicação tradicional. Engajar o consumidor, porém, isso pode dar tanto ou mais trabalho que a comunicação via web que mencionei no início do artigo. A conclusão é de que, independente do tipo de agência, web ou “360″, a época das contas gordas com trabalho razoável vai acabar. A maré, caso o modelo atual insista em perdurar, será de trabalho insano com remuneração parca.

Muitas agências ainda insistem no modelo tartaruga “TV-jornal-revista” simplesmente porque não entendem o mundo digital da lebre. Fazer com que equipes do universo das ciências humanas, em que o profissional que mais sabe mexer no Excel é o “mídia”, se mescle ao universo das ciências exatas, em que palavras como “scrum”, “php” e “gerenciamento de projetos” fazem parte da rotina não é nada fácil.

A internet une as humanas e as exatas, porém, de modo bem mais complexo. A coisa toda agora é “caórdica”. Qualquer ação digital tem que contemplar a possibilidade de críticas em tempo real e exponencial, falta de controle, ambiente fluido e ligeiro. Ter que “trocar o pneu com o carro andando”. Pontos que o mercado industrial acostumado a comando-controle não sabe lidar. Um ambiente que não se encaixa suavemente na estrutura hierárquica empresarial moderna, diga-se de passagem, baseada na hierarquia militar, tartaruga.

Apesar das agências não quererem esse modelo para elas – e eu digo que elas eram felizes e não sabiam – o ponto é que os clientes estão demandando trabalhos e estruturas online dinâmicas e voltadas para resultados offline tangíveis. Isso força às agências a terem seus departamentos online ou, no mínimo, uma cultura digital, interativa, que extrapole o rótulo digital e crie soluções inovadoras que integre o analógico e o digital de maneira sinérgica e eficiente. O mundo da tartaruga e o da lebre em comunhão – não poderia haver algo mais difícil de se obter.

O caminho parece ser esse, mas não sem dor. Algumas grandes agências só faltam construir barragens para conter o que não é possível segurar: a força da natureza humana libertária e consciente do que é melhor para si mesmo. Compram agências web que se destacam na região para deixá-las no ostracismo ou fechá-las, convencem os clientes de que “esse negócio de internet não faz verão” e subjulgam a comunicação online como um mero apêndice da convencional. Não poderia haver erro maior em um mercado que já mudou (a discussão “se o mercado vai mudar ou não” já caducou. Todos sabemos que esse é um caminho sem volta).

É necessária uma nova abordagem de negócios e um “desapego” com relação ao que sustentou o mercado na era industrial. O velho Ogilvy, se hoje estivesse vivo, seria certamente um homem transmidiático. Sim, a palavra é transmídia. Se fosse só o universo web versus o universo tradicional, seria até mais fácil de entender. A realidade não é assim. O caminho está na experiência da tartaruga e na velocidade da lebre andando de mãos dadas, o que gera conflitos naturais por unir competências tão distintas.

Unir o mundo dos átomos e o mundo dos bits muda qualquer tipo de empresa – agência, veículos e clientes – de forma disruptiva e não linear. Visualizações de soluções existem, mas nenhuma mantém o status quo. Todas representam rupturas no modelo atual de remuneração, serviço, contratação etc. Ou seja, uma mudança no mercado de comunicação de modo geral.

A explicação para toda essa mudança é a de que não foram as empresas que mudaram, foi a economia. Não foi o setor, foi o comportamento e a cultura da sociedade. A mudança vem de algo anterior ao nosso segmento ou mercado-alvo. Uma vez que chegamos em uma economia baseada em informações, em dados, em bits espalhados pela rede – essa tecitura subjacente às nossas vidas – tudo muda.

Alguns pontos fazem com que a internet seja diferente de tudo que apareceu antes em termos de comunicação e isso não é novidade para ninguém. A escala global ao alcance de um garoto de 12 anos em sua casa é um deles. A total e imediata mensuração de resultados é outro. A queda da geografia criando um local virtual, que coexiste com o nosso já conhecido local físico newtoniano é outro.

No mercado de agências, a pressão por resultado de curto prazo na comunicação vai aumentar cada vez mais. Por dois motivos, primeiro porque hoje é possível estimar resultados. Segundo por algo chamado “fantasma da crise”. Agências que gerarem resultados para o clientes em escala conseguirão gerar muita receita independente de comissões pois mostrarão à empresa o quanto ela economizou de forma mensurável e, devido ao alcance da rede, isso pode representar muito dinheiro para a empresa. Mudamos do discurso “é difícil mensurar publicidade” para o “minha agência aumentou minha receita em 25% com a ação de revista associada a Adwords em apenas 12 dias”, por exemplo.

Em função disso, percebo um movimento futuro em que as agências vão se dividir em três grandes grupos:

O primeiro grupo é o de agências que vão mudar seu foco de “criação de comunicação” para “empresa que entrega resultados mensuráveis de vendas a curto prazo”. Alguns segmentos de mercado irão naturalmente migrar para esse tipo, principalmente varejo e pequenas empresas de serviços – imobiliárias, concessionárias, segmento hoteleiro dentre várias outras. A internet terá papel preponderante nesse grupo. A agência cobrará basicamente em cima dos resultados mensuráveis que ela obtém para o cliente e sua performance determinará seu sucesso. Um modelo de parceira de alto contato entre cliente e agência e fidelidade baseada em satisfação medida no caixa. Um modelo de corrida constante atrás do consumidor, porém com excelente remuneração. Não indicado para os que têm estômago sensível.

Já temos empresas nesse modelo. No mercado norte-americano temos o modelo pay-per-click – como o Google-, o modelo pay-per-lead – como a portuguesa ActualSales, que teve faturamentos de 10 e 15 milhões de euros em 2009 e 2010, respectivamente – e o modelo pay-per-sale, que está iniciando como uma estratégia para ganhar o cliente que está no modelo pay-per-lead. Quanto mais de nicho for o cliente, melhor esse modelo vai se encaixar em suas necessidades porém, o modelo pay-per-lead não é exclusivo de clientes pequenos. Basta ver a lista de Clientes da ActualSales, que inclui Microsoft, Citroen, EDP, Telefonica dentre várias outras.

Dentro desse grupo, teremos também as agências maiores com foco em grandes clientes de varejo como Casas Bahia ou Magazine Luíza. Para esses, a mídia tradicional deverá trabalhar em conjunto com a internet para promover vendas em larga escala. O pagamento será cada vez mais baseado em performance de vendas. As Casas Bahia já experimentaram a comunicação mista online/offline baseada em cupom de desconto divulgado no Adwords para o Super Casas Bahia com êxito de 4% em compras efetuadas no evento, em campanha online feita pela Energy.

Pagar por resultado, inegavelmente é muito sedutor para o cliente e esse modelo em breve estará no Brasil com força total mexendo nas bases de nossa indústria baseada em cobrar por apenas comunicar, independente do resultado que isso traga.

O outro grupo vai trabalhar brand sem a necessidade de resultados em vendas a curto prazo. Alguns segmentos estarão nesse grupo, principalmente grande empresas e modelos de negócios que tenham que se preocupar com gerenciamento de crise a todo momento (no qual estão inseridas empresas como Petrobras, Vale dentre outras).

Durante alguns bons anos ainda a mídia tradicional terá papel preponderante nesse grupo. Na verdade, esse tipo de empresa compra todo tipo de mídia que construa sua marca, mas em um país em que ainda há mais de 110 milhões de pessoas completamente fora da rede, a mídia tradicional ainda será essencial. Esse é um mercado restrito que deverá ser cada vez mais competitivo e que será disputado por grandes agências.

É importante ressaltar que algumas grandes empresas já estão aderindo também às empresas no modelo pay-per-lead como as de venda de planos de telefonia ou TV a cabo, que tem foco em geração de leads a todo momento.

Para citar o terceiro grande grupo, vamos antes falar de uma mudança que já está acontecendo, principalmente para pequenos clientes: a dos próprios clientes fazendo toda a sua comunicação direto com o veículo, desintermediando a agência. Isso devido às soluções satisfatórias de comunicação que o cliente terá a sua disposição. Clientes poderão fazer banners, cartões de visitas, cartazes e folders como hoje fazem sites semi-prontos.

Na área de veiculação, clientes poderão comprar espaços diretamente de estações de rádios ou espaços em jornal por meio de um Google da vida – como em seu programa Adsense – porém, no mundo off line. O que não deixa de ser uma espécie dos tão polêmicos bureaus de mídia.

Logo, logo aparecerá alguma empresa brasileira de compra de espaço publicitário via leilão online em veículos que querem diminuir seu calhau, geralmente os menores. Isso já é realidade em vários outros países. Um Google Adwords brasileiro para atuar no mercado eletrônico e impresso. Leis não irão segurar isso por muito tempo em um mundo globalizado em que o cliente quer gastar cada vez menos. Os próprios veículos poderão criar tais soluções. Consigo enxergar um modelo de compra coletiva de espaço publicitário com plataformas criadas pelos próprios veículos ou empresas segmentadas para esse fim.

Ainda com relação a soluções web based em que o próprio cliente poderá confeccionar o seu anúncio, é lógico que o layout não ficará tão bonito, nem tão objetivo. A trilha sonora do anúncio de rádio não ficará tão adaptada ao produto. A locução poderá ser comprada pela internet, mas o texto poderá não ficar tão bom. O ponto principal é que, independente de ficar perfeito ou não, tudo isso será uma solução satisfatória e será muito barata, pois será um auto serviço que eliminará mão de obra do veículo ou fornecedor. Bom para o cliente, bom para o veículo. Ruim para a agência.

Ainda há o papel de empresas de Crowdsourcing Advertising como Zooppa, We Do Logos, NoAgency (recentemente comprada pela ActualSales) e outras que não são agências, mas sim, comunidades de profissionais de comunicação desenvolvendo trabalhos pela internet. Muitos desses profissionais trabalham em outras agências. A palavra é comunidade. A Zoopa, por exemplo, tem mais de 70 mil membros desenvolvendo trabalhos para Nova Schin, Sky, Microsoft, Tecnisa, Danone e muitas outras grandes empresas em um sistema de inovação aberta em comunicação.

Tudo o que puder ser transformado em bit, será comprado, brifado e enviado pela web. De locução de anúncio de rádio a arte de impressos. Com a possibilidade do cliente receber dez, vinte opções e escolher a que mais gostou a um preço menor do que pagaria na agência por três ou quatro. Difícil resistir a essa proposta de valor. É a lebre em ação. Não adianta alimentar a negação porque este cenário já é realidade.

Provavelmente as próprias gráficas desenvolverão softwares web based facilitando o trabalho de criação de cartazes e outras peças gráficas. As rádios desenvolverão softwares web based para a confecção de anúncios e ainda terão uma comunidade de locutores como a Zooppa tem de criativos. Já há empresas como a Zazzle, presente em 17 países, com mais de 500 mil produtos únicos criados de maneira customizada por dia, de cartões de visitas a bottons, de posters a gravatas. Os clientes enviam sua arte – que pode ser criada no próprio site por meio de ferramentas online – e tem o seu produto em mãos por demanda.

Percebo que em pouco tempo não haverá muitas agências de comunicação no modelo atual para clientes pequenos, somente para os médios e grandes. É nesse terreno árido que surgirá o terceiro possível grande grupo de agências: as que virarão veículos criando suas próprias soluções de comunicação para os clientes como uma reação natural ao movimento de desintermediação dos veículos com relação às agências.

A tecnologia, tanto de software quanto de hardware, hoje está muito barata e acessível. Qualquer um com verba mínima necessária para contratar um desenvolvedor web e um designer, consegue fazer um aplicativo para Facebook ou smartphone, consegue fazer um site para um público segmentado, criar uma rede social etc. Algumas agências médias já estão partindo para esse modelo já que estão vendo suas margens baixarem dia a dia. Se transformam em vendedores de sua própria solução de veiculação de marcas.

Isso faz com que a agência vire uma agência de si mesma e extrapole a venda pura e simples de serviço que depende de mão de obra qualificada, cara e escassa. Assim a agência passa a vender tráfego e veiculação para o cliente e ganha com a escala que a internet possibilita. Nesse modelo, quanto mais followers, friends etc for associada ao produto criado (aplicativo, site etc.), mais a agência ganhará em poder de barganha com o cliente gerando uma maior fidelização e vendendo soluções agregadas de criação para a sua plataforma. Cria-se um novo modelo de negócios em que nesse caso é a agência que desintermedia o veículo vendendo o contato direto do consumidor para o seu cliente.

Agência que estão partindo para esse modelo normalmente trabalham segmento por segmento utilizando a expertise que já tem em conhecimento do mercado consumidor e como atingi-lo. Algumas agências norte-americanas já migraram para esse modelo e a tendência é que isso se espalhe para outros países, inclusive para o nosso.

A conclusão a que chegamos, seja por que caminho for, é a de o mercado está mudando bastante e tais modificações não estão dando ares de diminuição de velocidade. Pelo contrário. A cada novo tablet, a cada novo smartphone com mais funcionalidades, a cada nova mídia social que surge, maiores são as possibilidades, logo, maior o número de novos players para desestabilizar o mercado que conhecemos e mais as empresas lebres levam vantagem.

A internet mudou a economia, portanto, mudou também todo o restante que vem a partir daí. Estamos diante de uma era de transformações profundas que não devem ser ignoradas. Repensar a sua empresa diante de tais mudanças no mercado pode ser a diferença daqui a poucos anos entre ter ou não ter mais uma empresa. A lebre e a tartaruga devem trabalhar em conjunto, porém, enquanto isso não acontece, a lebre está vencendo a corrida. Não leve tão em conta os contos de fada, a realidade é bem diferente.

Redes sociais + mídias sociais como ferramenta de divulgação da sua marca

Uma maneira de divulgar sua marca que divulgo muito é por meio de conteúdo relevante. Falo bastante isso porque o que as pessoas disseminam é conteúdo, seja ele um vídeo engraçado, um infográfico ou uma música em mp3. Quando você cria conteúdo e o divulga na internet, ele é mais facilmente compartilhado pessoa a pessoa do que fazer uma propaganda da sua marca.

Muito mais consumidores enviariam para um amigo um vídeo que mostre como o um cão arteiro cria maneiras de roubar o sanduíche da mão do dono do que um vídeo institucional que mostre as dependências de um pet shop. Se o vídeo do cão tiver uma assinatura “se o seu cão é um artista, traga ele no nosso pet shop. Nossa tratamento fará ele se sentir uma celebridade”, tanto um vídeo quanto outro terão mesmo objetivo – divulgar o pet shop, porém, o primeiro será muito mais eficiente.

Pensar em diversas maneiras de criar tal conteúdo é uma tarefa divertida, basta entender as motivações do consumidor em passar para frente uma determinada informação. Um consumidor geralmente passa para seus mitos algo que tenha gerado valor para ele e que ele saiba que vai gerar valor para o amigo. Tal valor pode vir na forma de algo que seja útil, de algo que seja engraçado ou de algo que seja inédito ou surpreendente além de mais duas ou três outras características.

Útil, engraçado, inédito ou surpreendente são adjetivos, ou seja baseado em percepções pessoais. O que é útil para mim pode não ser para você. Isso nos leva ao primeiro movimento que temos que dar em uma ação digital: conhecer muito bem o público-alvo da ação. Descobrir suas necessidades e desejos é essencial para uma ação de sucesso.

Uma vez que você descubra o que gera valor para o seu público-alvo, você deve produzir o conteúdo e promovê-lo. Se você já leu o livro Os 8Ps do Marketing Digital, sabe que vai veiculá-lo nas mídias sociais de conteúdo. Se você tiver fazendo um vídeo, a opção óbvia é o YouTube. Se for uma apresentação de slides, SlideShare e assim por diante.

Veicular não significa distribuir. Na economia puramente de átomos, tínhamos empresas que se concentravam somente em veiculação, outras que tinham como objetivo a distribuição e várias outras que perfaziam a indústria da comunicação. Hoje, tal indústria cabe em um notebook. Você pode produzir um vídeo no celular, fazer o upload para veiculá-lo no YouTube e distribuí-lo nas redes sociais. Será nelas que a distribuição ocorrerá de forma mais intensa de pessoa para pessoa.

O Google também será uma peça importante nessa distribuição caso se concentre na otimização desse conteúdo. Porém, se associar Google com Facebook (atualmente o maior Player em compartilhamento de informação devido à facilidade que ele permite tal compartilhamento por parte do consumidor) seu resultado será potencializado. Pessoas encontram o seu conteúdo no Google em um link na busca natural apontando para uma mídia social de conteúdo e com artilham esse conteúdo no Facebook.

Pense sempre em conteúdo relevante. Vejamos alguns exemplos:
- vídeos engraçados no YouTube de cachorros fazendo arte para divulgar um pet shop
- vídeos úteis no YouTube ensinando como montar um móvel para marcas de ferramentas
- fotos úteis no Flickr com infográfico sobre como fazer um currículo para uma empresa de recolocação
- apresentação com dados surpreendentes de slides no SlideShare sobre as ruas de São Paulo com mais furtos de automóveis para uma empresa que venda seguros de automotivos

Com tal estratégia você conseguirá divulgação gratuita da sua marca a partir dos próprios consumidores nas redes sociais. Sem dúvida uma maneira de você diminuir muito o seu custo de conversão e aumentar o seu tráfego a partir das redes sociais.

Projeto 15minutos.edu

 

Para quem me conhece, já deve saber da minha inclinação social. Querer mudar o mundo, mas é incrível como que fazer isso sozinho não é fácil. Já tive várias ideias, porém, ainda não consegui um grupo de voluntários que realmente fizesse a coisa toda andar. Como meus projetos sociais são sempre baseados em internet, preciso de programadores, designers etc.

A ideia é até o fim do ano, separar uma quantia de dinheiro para bancar alguns desses projetos, porém, tive a ideia de um que pode ser algo bem simples e altamente colaborativo.

A ideia é gravar vídeos de 15 minutos com tópicos de educação, principalmente história, geografia e português, que são as principais ferramentas para a formação da consciência política de um cidadão. O indivíduo que sabe interpretar um texto, é um indivíduo livre. Um que sabe a história de seu país e do mundo, tem o poder sobre a informação e corre menos riscos de repetir os erros do passado. A geografia, principalmente com seu lado geopolítico, torna o indivíduo capaz de pensar por si mesmo.

Todos esses vídeos seriam distribuídos pelo YouTube e outros meios para que as pessoas possam baixá-los, assisti-los e aprender a pensar sobre eles.

É apenas uma ideia. Eu já vou começar criando um canal para isso e gravando algo que eu saiba. Depois que criá-lo, comento o nome do canal por aqui.

Quem está comigo nessa iniciativa?

O perigoso meio termo…

Tenho escutado algumas comparações entre as revoltas nos países árabes e a nossa marcha contra a corrupção de 7 de setembro. Acho que não cabe tal comparação, mas gostaria de ouvir a opinião de vocês.

Estamos em um perigoso meio termo em que a quantidade de insatisfeitos (que compreende o que está acontecendo de fato na política corrupta) não gera massa crítica suficiente para derrubar um sistema que está enraizado nas oligarquias nacionais. Algo muito mais profundo e perigoso do que a classe média AB pode absorver. Em alguns estados ou regiões vive-se uma ditadura disfarçada de democracia. Goethe dizia que “ninguém é mais escravo do que aquele que pensa ser livre sem o ser”.

Assim como a dificuldade de se entender o próprio mundo árabe (http://www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/oriente-medio/12293-analise-estrategica-das-revoltas-nos-paises-arabes.html) não é fácil entender esse sistema político brasileiro calcado em interesses de uma nação de mais de 190 milhões de pessoas. A quantidade de dinheiro que circula nesse país é grande o suficiente para corromper o mais reto dos Policarpos ou criar simulações de realidades dignas de uma Matrix.

Fico muito feliz pela iniciativa da marcha partir de um movimento virtual gerando um movimento real, porém, tenho minhas dúvidas sobre sua efetividade a curto prazo.

Não vivemos uma ditadura armada com penas de morte, policiais espancando civis em praça pública nem ao menos um sistema militar brando. Corrupção é um tema conceitual demais para boa parte da população. Todos entendem a palavra “morte” ou “espancamento”, mas poucos compreendem o real significado da palavra “democracia”, “liberdade”. São palavras que exigem reflexão, pensamento abstrato e leitura sobre tais temas. Palavras que, para seu correto entendimento, exigem uma educação formal razoável – o que todos sabemos que a maior parte da nossa população está longe de ter. Com notícias de “Brasil forte”, “Brasil potência”, “Brasil bola da vez”, esse assunto se torna ainda menos compreensível para muitos.

A passeata foi idealizada e feita na prática pela classe média (não a “nova classe média”, mas a “velha classe média”). Mais instruída e que vê boa parte do seu dinheiro ir embora em impostos. A que fica indignada por conta das notícias porque teve sua razoável educação formal para entender que crimes hediondos não precisam ser só estupro ou latrocínio, mas roubo de merenda escolar também. A própria internet ainda é um instrumento de apenas 74 milhões de pessoas no país (em um país com mais 190 milhões) – sendo que poucas dessas leem um Observatório da Imprensa ou um blog politicamente isento. Orkuts, Facebooks, MSNs ainda ocupam boa parte do tempo em rede. Não que isso seja ruim, pelo contrário, mas contribui muito pouco para formar politicamente um cidadão consciente de seus direitos e deveres. Para formar um cidadão que ferve seu sangue ao ouvir notícias de milhões sendo desviados ao invés de construção de escolas ou hospitais.

Torço para que esse movimento se espalhe para o restante do país, não só a classe média, mas para todos. Que contamine positivamente todas as classes e credos. Que de fato saíamos todos, pobres e ricos, às ruas para protestar e mudar algo. Façamos a nossa versão do panelaço. Torço para que paremos de votar nos corruptos e que paremos de nos preocupar apenas com o “meu próprio pão de cada dia” e passemos a nos preocupar com o “nosso pão de cada dia”. Acho porém, que essas questões são muito mais profundas do que algumas dezenas de milhares de pessoas saírem às ruas para criticar em um dia 7 de setembro.

A crítica deveria acontecer todo dia. Deveria acontecer em todos os lugares. Deveria acontecer na frente da casa de cada político demagogo. E os outros dias? o dia 8 de setembro, o dia 10 de novembro, o dia 18 de janeiro? Os outros dias sem nenhum simbolismo, que não representam nada além de mais um dia em nossas vidas cotidianas? Estes, diante da situação de chacota política que vivemos deveriam ser tão importantes quanto um 7 de setembro para se combater a corrupção.

Vivemos no meio-termo. Nem a ditadura egípcia, nem o paraíso nórdico. Vivemos em um Brasil emergente. “O Brasil potência” em que milhões ainda sofrem de insegurança alimentar grave. O “Brasil potência” em que dezenas de milhares de crianças ainda vivem na rua etc etc.

Não chego a ser nenhum profundo entendedor de política, mas acho que deveríamos refletir sobre o fato para tomarmos consciência do que realmente está acontecendo no nosso país e o que podemos mudar – e como devemos mudar.

Curso de Marketing Digital – aula gratuita do curso 8Ps

Olá, amigos,

Como todos sabem estou ministrando um curso de Formação e Certificação de Consultores de Marketing Digital segundo a metodologia 8Ps do Marketing digital. O curso tem duração de 30 horas (16 horas presenciais e 14 horas online). As aulas dos módulos online tem entre 2 e 3 horas de duração. Uma das aulas eu resolvi divulgar aqui gratuitamente para que vocês vejam como que o curso se desenvolve.

Resolvi divulgar a aula 4, que é sobre a integração de várias competências do marketing em ambiente interativo. Essa aula ensinará bastante a micro, pequenos e médios empresários de como utilizar a internet de um modo sinérgico.

A explicação detalhada de cada um dos pontos pode ser aprendida no curso de certificação e no meu livro “Os 8Ps do Marketing Digital“.

Espero que gostem da aula :)


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